domingo, 2 de agosto de 2015

De quem são os meninos de rua? Vanguardas europeias e Pré-modernismo.

Leia o texto abaixo

Texto 01

DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?

           Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha. Certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
           Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.
           Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá.
[...]    (COLASSANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.)
Disponível em: http://portal.ifrn.edu.br/ensino/processos-seletivos/tecnico...
 Acesso: 19/05/2012.

1. De acordo com o texto 1, assinale os itens corretos:   Em relação ao gênero textual, esse texto é(0,5)
A) uma crônica 
B) um conto     
C) uma notícia 
D) uma reportagem.

2. O texto foi escrito em: (0,5)
A) 1ª pessoa do plural  
B) 1ª  pessoa do singular.   
C) 3ª pessoa do plural
D) 3ª  pessoa do singular.

3. O texto estabelece diferença entre  meninos   De rua e Na rua. Essa diferença deve-se, principalmente, aos aspectos: (0,5)
A) geográficos  
B) sociais                  
C)religiosos         
D) culturais

4. O fato que desencadeou o texto foi: (0,5)
A) uma criança chorando em um shopping center.
B) um menino que estava sentado em uma calçada, vendendo chiclete e chorando.
C) um menino maltrapilho pedindo esmola.
D) o menino que tocou no braço da narradora para pergunta-lhe as horas.

5. Nos períodos: [...] logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono. , Os termos grifados estabelecem relação de: (0,5)
A) conclusão, adição, alternãncia e oposição.    
B) oposição, adição,alternância e conclusão.
C) adição, conclusão, alternância, oposição. 
D) conclusão, alternância, oposição e adição.


6. Responda: (2,0)

A)  No texto há uma diferença entre menino De rua e menino Na rua. Quais são, segundo o texto, as características de cada menino?
B) De  acordo com o texto, quando ouve-se menino De rua  e menino Na rua, têm-se a impressão quê?
C) De acordo com o texto, agimos diferente quando vemos uma criança chorando em um shopping e num sinal. Que atitudes temos em relação à criança do shopping e a do sinal? Por que isso acontece?
D)  No final do texto há uma afirmação:  Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Quem o botou lá?
Leia o texto abaixo

Texto 2.


 
 7.  Após ler os textos 1 e 2 , assinale os itens corretos: (0,5)

A) os textos abordam o mesmo tema, mas apresentam-no através de gêneros diferentes.
B) mãe e filho atribuem o mesmo significado a expressão “perigoso”.
C) mãe e narradora agem da mesma forma em relação ao” menino de rua”.
D) a criança é  sensível em relação ao problema do menino de rua e a mãe, não.

8. Escreva um parágrafo dissertativo no qual você aborde o tema tratado nos dois textos. (2,0)

09.  Preencha as lacunas, sobre o Pré-modernismo, com uma das expressões ou datas abaixo. (1,4)

Lima Barreto, 1902, Semana de Arte Moderna, 1922,  Brasil real, Jeca Tatu, Augusto dos Anjos, Os sertões, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato,  Policarpo Quaresma, a terra, o homem e a luta.


A.  O Pré-modernismo é entendido como o período  entre __________ e_________ no qual são apresentadas obras literárias que procuram apresentar o retrato do________________________________.

B. O período que corresponde ao Pré-modernismo está compreendido entre a publicação de___________________________ e o início da ____________________________________________.

C. ___________________________ apresenta a imagem do caboclo através da figura de _____________________________. Foi um escritor polêmico, mas preocupou-se com a educação do país:   “ um país se faz com homens e com livros.”

D. Apresentou em sua produção literária uma visão sobre o suburbio carioca____________________________________. Criou o personagem _________________________
Através do qual apresenta uma visão pessimista do Brasil e de seus representantes políticos.

E.  _____________________ foram  escritos  por______________________,em 1902, narrando a guerra de Canudos. Essa obra foi dividida em: ___________________________,_______________________ e a luta.

F.  ____________________________ escritor pouco aceito pela crítica, no início do século XX, por apresentar o homem apenas como matéria que irá se decompor  e alimentar os vermes.

10. As  vanguardas europeias produziram uma transformação nas artes e na maneira de ver o mundo. A quais  movimentos  de vanguarada poderíamos associar o poema de Augusto dos Anjos e a imagem de A família de retirantes? Por quê?
Lembrete: Movimentos de Vanguarda: Futurismo, Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo. (1,6)



                O morcego
         
             Augusto dos anjos

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.                                        
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

"Vou mandar levantar outra parede..."
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!



A família de retirantes – Cândido Portinari.







Recado ao senhor 903- Ironia

Leia o texto
Recado ao senhor 903
                                          Rubem Braga
Vizinho:
- Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou  desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão; ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45,  explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8:15  deve deixar o l783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
 ... Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra, vizinho e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.
 E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.
1. Em relação ao gênero textual, o texto é:
A) crônica
B) conto                 
C) fábula                     
D) notícia
2. Retire do texto a passagem ou as passagens em que:
A) haja ironia em relação à moradia da atualidade.
B)  haja desumanização no convívio nas grandes cidades.
C)  as pessoas representam apenas mais um na multidão.
D)  o narrador sonha com um mundo diferente.
3. Há dois personagens centrais no texto. Indique as principais informações pertencentes a cada um deles.










4. A partir da experiência vivida, o narrador deseja sonhar com outro mundo: (...) Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo(...). Nós também vivemos em um mundo difícil. Apresente alguns problemas que nos cercam, em seguida conclua seu pensamento com a frase dita pelo autor e o tipo de mundo que você deseja.
5. Utilize (V) ou (F) para as afirmações abaixo:
(   ) o autor  ironiza a vida nas grandes cidades.
(   ) o efeito de humor produzido no texto deve-se ao uso  números no lugar de nomes para referir-se às pessoas.
(   ) o vizinho do 903 é uma pessoa desempregada.
(   ) O 903 3 0 1003 são pessoas muito pobres.
(   ) O 1003 é tão barulhento quanto o Oceano Atlântico.
6. O texto é narrado, predominantemente, em:
A) 1ª pessoa do singular
B) 1ª pessoa do plural   
C)  3ª pessoa do singular   
D)  3ª pessoa do plural.
Comprove sua resposta através das marcas linguísticas presentes no texto.
 7.    Reescreva a piada, passando para o feminino os substantivos destacados. Faça as alterações necessárias.
     Um rato corre velozmente pela casa, com um gato atrás dele. Por sorte o ratinho encontra um buraco na parede da cozinha e entra. Depois de algum tempo, o rato escuta latidos do lado de fora e pensa: “deve ser um cachorro, que espantou o gato. Como cachorro não liga para rato, estou salvo”. E sai do buraco. Imediatamente, é apanhado pelo gato. Assustado, o rato pergunta:
      - Mas como você não foi embora, se u ouvi um cachorro latindo?
      - Ah, meu caro, hoje em dia, quem não falar dois idiomas morre de fome!

8.  Assinale os itens corretos.
(  )  O Romantismo literário costuma ser dividido em três fases: nacionalista, ultra-romântica e condoreira/social.
(  ) Gonçalves Dias foi um dos maiores representantes da nossa literatura na poesia e no teatro.
( ) uma das características centrais do Romantismo na primeira fase foi a objetividade.
(  ) Gonçalves Dias e José de Alencar apresentaram uma literatura marcada pela denúncia da escravidão.
9. São personagens indianistas, exceto:
A) Iracema     
B) I- Juca Pirama   
C) Peri                    
D) Arnaldo
10. Coloque em ordem as informações sobre o encontro entre Iracema e MartIM, utilizando os números de  1 a 5. Após organizar o texto, reescreva – o, trazendo para os dias de hoje. Pense como seria esse encontro...
(  )   O sentimento que ele por nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si arco e a uiraçaba, e  correu para o guerreiro, sentindo da mágoa que causara.
(  )    -  Quebras a flecha da paz comigo?
(  )   Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os  cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
( )   Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida  no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.
( ) Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areia que bordam o mar, nos olhos a tristeza das águas profundas.

Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo. Ludwig Wittgestein.




Linguagem formal x informal- Avaliação

 Texto 1


  JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?          ( de 1 a 9= 4,5)
Carlos Drummond de Andrade.


1. (PUC-SP) José teria, segundo o poeta, possibilidade de  alterar seu destino. Essas possibilidades estão sugeridas
A. na 5ª e6ª estrofes  
B. na 1ª, 2ª e 3ª estrofes.
C. na 3ª, 4ª e6ª estrofes
D.  na 4ª e 5ª estrofes.

2.  (PUCC_SP) Só não há linguagem figurada em:
A. “sua incoerência, seu ódio”
 B. seu instante de febre
C. “seu terno de vidro”       
 D. “sua lavra de ouro”

3. (PUCC_SP) das possibilidades sugeridas pelo poeta para que José mudasse seu destino, a mais extremada está contida no verso:
A. “se você tocasse a valsa vienense”
B. se você morresse
C.”José, para onde?”      
D. “quer ir para Minas”.

4. (PUUC_SP) Para o poeta, José só não é:
A. alguém realizado e atuante  
B.um solitário
C. um  joão-ninguém frustrado
D. alguém sem objetivo.
5. (PUCC-SP) José é um abandonado. Está ideia esta bem traduzida:
A. na 4ª estrofe           
B. na 5ª estrofe
C. no 12º, 13º e 14º versos da  da 2ª estrofe e nos sete 1º versos da sétima.       
D. no 8º e 9º versos da 1ª estrofe.

6. (PUCC_SP)  o verso que exprime concisamente que José é “ninguém” é:
A. “ você que faz versos’ 
B. “ a festa acabou”
C. “você que é sem nome” 
D. “ Que zomba dos outros.

7. O verso que exprime essencialmente a ideia de um José sem norte é:
A. “ José para onde”?  
B. “sozinho no escuro”
C. “mas você não morre”
D” e tudo fugiu”.

8. Para traduzir a ideia de que tudo terminou para José, o poeta faz uso de verbos, em sua maioria,:
A. Transitivos diretos 
B. transitivos indiretos
C. de ligação         
D. intransitivo

9. Na 8ª estrofe, o poeta trabalha as possibilidades   que José teria, para isso vale-se de conectivo que denota a ideia de:
A.  condição
B. tempo.
C. causa.
D. consequência.

Texto 2.      INÚTIL
                 Ultraje a Rigor
A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nós é indigente

Inútil
A gente somos inútil


A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem pra botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar

Inútil
A gente somos inútil


A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar

Inútil
A gente somos inútil

10. O texto 2 trata de forma bem humorada da situação “da gente”, segundo esse texto; (2,0)
A.Por  que a gente é inútil?
B. Quem representaria esse “ a gente” na vida real?
C. Para mudar a situação em que “ a gente” vive o que seria necessário fazer?
D. Que ligação poderíamos fazer entre o texto 1 e o 2?
E. Para compor a canção, o poeta valeu-se da linguagem formal ou informal? Justifique sua resposta com passagens da canção


11.Reescreva a canção para a linguagem formal, procurando fazer as adaptações necessárias.( 3,5)

Trovadorismo, Humanismo, Barroco e Classicismo- Avaliação

Texto 1
O namoro na adolescência

Um namoro, para acontecer de forma positiva, precisa de vários ingredientes: a começar pela família, que não seja muito rígida e atrasada nos seus valores, seja conversável, e, ao mesmo tempo, tenha limites muito claros de comportamento. O adolescente precisa disto, para se sentir seguro. O outro aspecto tem a ver com o próprio adolescente e suas condições internas, que determinarão suas necessidades e a própria escolha. São fatores inconscientes, que fazem com que a Mariazinha se encante com o jeito tímido do João e não dê pelota para o herói da turma, o Mário. Aspectos situacionais, como a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente, também influenciarão o seu namoro. Um relacionamento em que um dos parceiros vem de um lar em crise, é, de saída, dose de leão para o outro, que passa a ser utilizado como anteparo de todas as dores e frustrações. Geralmente, esta carga é demais para o outro parceiro, que também enfrenta suas crises pelas próprias condições de adolescente. Entrar em contato com a outra pessoa, senti-la, ouvi-la, depender dela afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacrá-la de exigências, e não ter medo de se entregar, é tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim que começa este aprendizado de relacionar-se afetivamente e que vai durar a vida toda.
SUPLICY, Marta. A condição da mulher. São Paulo: Brasiliense, 1984.

1.  (SAEB-2007) Para um namoro acontecer de forma positiva, o adolescente precisa do apoio da família.
O argumento que defende essa idéia é
(A) a família é o anteparo das frustrações.
(B) a família tem uma relação harmoniosa.
(C) o adolescente segue o exemplo da família.
(D) o apoio da família dá segurança ao jovem.


Texto 2.

Quando a separação não é um trauma

               A Socióloga Constance Ahrons, de Wisconsin, acompanhou por 20 anos um grupo de173 filhos de divorciados. Ao atingir a idade adulta, o índice de problemas emocionais nesse grupo era equivalente ao dos filhos de pais casados. Mas Ahrons observou que eles "emergiam mais fortes e mais amadurecidos que a média, apesar ou talvez por causa dos divórcios e recasamentos de seus pais". (...) Outros trabalhos apontaram paraconclusões semelhantes. Dave Riley, professor da universidade de Madison, dividiu os
grupos de divorciados em dois: os que se tratavam civilizadamente e os que viviam em conflito. Os filhos dos primeiros iam bem na escola e eram tão saudáveis emocionalmente quanto os filhos de casais "estáveis". (...)
                Uma família unida é o ideal para uma criança, mas é possível apontar  pontos positivos para os filhos de separados. "Eles amadurecem mais cedo, o que de certa forma é bom, num mundo que nos empurra para uma eterna dependência.”
REVISTA ÉPOCA, 24/1/2005, p. 61-62. Fragmento.

2. (SAEB-2007)No texto, três pessoas posicionam-se em relação aos efeitos da separação dos pais sobre
os filhos: uma socióloga, um professor e o próprio autor. Depreende-se do texto que
(A) a opinião da socióloga é discordante das outras duas.
(B) a opinião do professor é discordante das outras duas.
(C) as três opiniões são concordantes entre si.
(D) o autor discorda apenas da opinião da socióloga.
(E) o autor discorda apenas da opinião do professor.

3. Responda:

A) Que assunto é tratado no texto 1?
B) De acordo com o texto 1, há condições  internos e situacionais na questão do namoro. O que elas determinam?

C) De acordo com o texto 1,  que pode acontecer quando um dos parceiros vem de um lar em crise?

D)  Segundo o texto 2, que pontos positivos podem ser apontados em filhos de pais separados?
E)  A que conclusão chegou o trabalho do professor Dave Riley?

Texto 3. UECE – 2007.1 .
NOITE MADURA ESTÁ SUSPENSA
Heitor Saldanha

Minha memória é um céu que não habito
mas onde vivo em viagem permanente,
ela é que me revela o céu descrito
se me perco sonhando de repente.

Às vezes é como a estrela candente:
um rastro luminoso no infinito;
outras vezes é como um sol morrente
que se reflete em mim quando medito.

agora ela é teu rosto me fitando,
é teu sorriso claro proclamando
um poema que não posso conter

e cultivo esta insônia pensativa
para que tua imagem seja viva
antes que o dia venha te perder.

(“NUVEM E SUBSOLO”, editora Leitura S.A., Rio: 1968)

4. “Minha memória é um céu que não habito/masonde vivo em viagem permanente” (versos 01 e 02 ). Nesses versos o poeta
A) diz algo a respeito de seu estado de espírito.
B) mostra o seu estado mental.
C) diz que não vive na memória, mas que a memória é parte de seu mundo.
D) afirma que a memória é o único meio que encontra para viajar.

5. “Às vezes é como a estrela candente” / ”outras vezes é como um sol morrente”. (versos 05 e 07). Subentende-se desses versos que
A) a memória do poeta é luminosa como o sol.
B) sua memória, assim como o sol, é portadora de vida.
C) por vezes, a memória fica um pouco obscura.
D) o poeta perdeu a memória.

6. A palavra “candente” no verso 05 tem o sentido de
A) iluminada. 
B) ardente.
C) ofuscante.   
D) decadente.

7. No poema a palavra memória remete a

A) imaginação.
B) experiências.
C) saudades.   
D) muitos fatos.

08.  O poema é composto a partir de duas figuras de linguagem:
A)  metáfora e hipérbole
B) Sinestesia e comparação
C) comparação e hipérbato
D) Metáfora e comparação.
9.  A função da linguagem predominante no texto é:
A)  emotiva
B) fática
C) apelativa
D) referencial.
10. Leia os trechos abaixo, em seguida relacione-os aos períodos literários a que pertecem:
(1) Trovadorismo 
(2) Humanismo
(3) Classicismo 
(D) Barroco.
(     ) Trecho de Sermão  do Mandato (1643), de Padre António Vieira.
Estes são os poderes do tempo sobre o amor. Mas sobre qual amor? Sobre o amor humano, que é fraco; sobre o amor humano, que é inconstante; sobre o amor humano, que não se governa por razão, senão por apetite; sobre o amor humano, que, ainda quando parece mais fino, é grosseiro e imperfeito. O amor, a quem remediou e pôde curar o tempo, bem poderá ser que fosse doença, mas não é amor. O amor perfeito, e que só merece o nome de amor, vive imortal sobre a esfera da mudança, e não chegam lá as jurisdições do tempo. Nem os anos o diminuem, nem os séculos o enfraquecem, nem as eternidades o cansam (...) Notável dizer! Em todas as outras coisas o deixar de ser é sinal de que já foram; no amor o deixar de ser é sinal de nunca ter sido. Deixou de ser? Pois nunca foi. Deixastes de amar? Pois nunca amastes. O amor que não é de todo o tempo, e de todos os tempos, não é amor, nem foi, porque se chegou a ter fim, nunca teve princípio. É como a eternidade, que se, por impossível, tivera fim, não teria sido eternidade.  Disponível em: http://chrystall.livejournal.com/132379.html.
(    ) “Amor é fogo que arde sem se ver
         É ferida que dói e não se sente,
         É um contentamento descontente
         É dor que desatina sem doer.”skip to main | skip to sidebar
(     )
Ninguém:
Que andas tu aí buscando?
Todo o Mundo:
Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.
Ninguém:
Como hás nome, cavaleiro?
Todo o Mundo:
Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.
Ninguém:
Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.
Belzebu:
Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.
Dinato:
Que escreverei, companheiro?
Belzebu:
Que ninguém busca consciência.
e todo o mundo dinheiro.

Disponível em


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Uma pausa para o coração


 Algumas ideias dos estudantes do 1º B sobre namoro...

1. O que é namorar?

R1. Manter um relacionamento sério com alguém.
R2. É o  começo de um relacionamento pra lá de sério ou não.
R3. É uma coisa muito boa, porque a gente não se sente só.
R4.É ter um relacionamento sério com uma pessoa, sem traição e sem relação sexual.
R5. É uma coisa muito boa que temos um pouco mais de liberdade.

2. O que é  ficar?

R1. Ter um relacionamento rápido.
R2. Satisfazer o desejo de beijar.
R3. É uma coisa de momento e nada comprometedora.
R4. É uma coisa boa, porque a gente fica muito feliz.
R5. É quando você gosta de uma pessoa e só mata a saudade beijando, mas isso acontece 1, 2, ou 3 vezes.
R6. É conhecer as características da pessoa.

3. Como a família pode interferir na vida dos adolescentes em relação ao namoro?

R1. Dando conselhos, exemplos e ensinando a realidade da vida na questão do sexo.
R2. Muitas famílias deixam os jovens a vontade e muitas prendem com medo do pior acontecer.
R3. Às vezes,  a mãe não aceita a gente namorar com a pessoa errada.
R4. Ela tem que aceitar, que conversar com os filhos , dar conselhos e muita atenção.

4. O que o sexo significa para você?

R1. Poesia, autoconhecimento, prazer, amor.
R2. Ter uma relação sexual com um homem ou uma mulher.
R3. Uma coisa muito boa.
R4. uma coisa muito boa, principalmente, quando é praticado com a pessoa amada.
R5. Não é brinquedo, é coisa muito séria e que, para mim, deve ser praticada depois do casamento.
R6. Um ato de reprodução.


5. Como você  analisa a gravidez na adolescência?

R1. Acho que  quase todas as vezes acontece por acidente.
R2. Horrível, é algo que precisamos pensar muito, e que afeta muitos adolescentes.
R3. É uma coisa que atrapalha a vida, mas dá certo.
R4. Falta de conhecimento, informações.

6.         Quais os métodos contraceptivos você conhece?

 Preservativos/camisinhas; pílulas, DIU, Injeção.

7.         Quais DSTs podem ser adquiridas em uma relação sexual?

R. AIDS, Sífiles, esquentamento, gonorreia.

8.         Como as DSTs. Podem ser evitadas?

Usando camisinha.

9.         O que a escola e a família podem fazer para evitar que adolescentes engravidem ou peguem DSTs.?

Usar preservativo, dar conselhos aos filhos e orientá-los, dar palestras.

10.    Como  sua  religião  trata a questão da sexualidade?

Não fala nada; só depois do casamento, pois fora do casamento é pecado; Não tenho religião.


Profa. Eliene Silva

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Projeto de leitura e escrita gera escritores.

Era uma vez uma escola onde diziam que os alunos não gostavam de ler nem escrever, mas o tempo foi passando e aconteceu uma mágica: muitos alunos começaram a ler e a escrever semanalmente. Essa mágica foi simples: TODOS OS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA começaram a trabalhar livros em sala de aula, livros simples, leitura agradável. A partir desse prática, houve a escrita de textos literários e não literários... Segue entrevista com um aluno que participa desse processo...

Entrevista com Filipe Pereira

Filipe Pereira, 18 anos, estudante da EEFM Prof. Paulo Ayrton, 1º ano, é um rapaz tímido,  de poucas palavras faladas, mas de muitas palavras escritas. Escreve contos e poemas de terror, publica no Recanto das Letras sob o pseudônimo de O_ Corvo, possui quase 2000 leitores. www.recantodasletras.com.br/

Profa. Eliene Silva- Quando você despertou para a leitura?
Filipe – Aos 13 anos, após ver um filme baseado na obra O Corvo, de Edgar Allan Poe.
Profa. Eliene Silva -  Além de Edgar Allan Poe e obras do gênero, há algum escritor brasileiro que você tenha lido?
Filipe- Álvares de Azevedo, a obra Noite na Taverna.
Profa. Eliene Silva -  Você percebeu ligação entre a literatura de Poe e Azevedo?
Filipe -  Os dois tratam de terror, tragédia, morte... há o estilo gótico.
Profa. Eliene Silva - Quando você começou a escrever contos?
Filipe -  Comecei há algum tempo, mas escrevia, lia, não gostava, rasgava os textos e jogava fora, mas produzi a retextualização de um conto, no 9º ano, esse texto foi lido para a turma, foi para a prova e quebrou a timidez. O primeiro texto publicado foi O círculo.
Profa.  Eliene Silva: Como você conheceu o Recanto das Letras?
Filipe - Através da Profa. Eliene.
Profa.  Eliene Silva – Qual o papel da leitura em sua vida?
Filipe – É uma fuga da realidade.
Profa.  Eliene Silva – Como a escrita influencia sua vida?
Filipe -  É uma forma de superar a melancolia, é como o álcool que a pessoa bebe para esquecer os problemas.
Profa.  Eliene Silva – Quando você escreve você prefere silêncio ou ouvir música?
Filipe-  Gosto de escrever, ouvindo música gótica: Supor Aeternus.
Profa.  Eliene Silva – Há uma ideia de que jovens que gostam de Rock e curtem esse tipo de literatura são usuários de droga. Como você analisa essa afirmação?
Filipe –  Falsa, porque há amigos que curtem esse tipo de música e leitura, e não usam drogas. Eu  não uso. Acho que isso também é preconceito, o povo vai pelas aparências.
Profa.  Eliene Silva –  Qual a dica de leitura que você dá ao nosso público
para desenvolver o gosto pela leitura?
Filipe – O conto “O retrato oval”.

Texto 1 QUESTÃO 1========================= Na primeira oração, a vírgula foi utilizada, porque há A) um vocativo. B) um aposto. C) um...