quarta-feira, 13 de junho de 2012

Como estudar para o ENEM?

O/a estudante que pretende fazer o ENEM precisa ter uma rotina de estudo. Para isso, vale criar horários e hábito de estudo e leitura. Estudar para o ENEM não significa apenas pegar o livro e ficar decorando, mas procurar ver as provas anteriores, respondê-las, conferir gabarito e analisar as questões que errou,  e o assunto abordado nelas. Depois disso, deve estudar os temas que você errou. Além disso, procure assistir a jornais, ler revistas dos dois últimos anos para compreender os temas da atualidade etc.

As questões que você vai ler e responder foram retiradas de provas do ENEM. A acentuação não saiu na cópia. Procure rever o assunto acentuação e  acentue as palavras.

QUESTÕES – ENEM.
Para falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer o padrão formal da Língua Portuguesa, saber adequar o uso da linguagem ao contexto discursivo. Para exemplificar este fato, seu professor de Língua Portuguesa convida-o a ler o texto Aí, Galera, de Luís Fernando Veríssimo. No texto, o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativa do ouvinte.

Aí, Galera

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar  um jogador de futebol dizendo “estereotipação” ? E, no entanto, por que não?
- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
-Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
- Como é?
- Aí, galera.
- Quais são as instruções do técnico?
- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico,concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
- Ahn?
- É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá  eles sem calça.
- Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
- Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
- Pode.
- Uma saudação para a minha progenitora.
- Como é?
- Alô, mamãe!
- Estou vendo que você é um, um...
- Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
- Estereoquê?
- Um chato?
- Isso.
Correio Braziliense, 13/05/1998.

01 O texto retrata duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:
(A) a saudação do jogador aos fãs do clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe.
(B) a linguagem muito formal do jogador, inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com
desenvoltura, de modo muito rebuscado.
(C) o uso da expressão “galera” , por parte do entrevistador, e da expressão “progenitora” , por parte do jogador.
(D) o desconhecimento, por parte do entrevistador, da palavra “estereotipação” , e a fala do jogador em “é  pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça” .
(E) o fato de os jogadores de futebol serem vítimas de estereotipação e o jogador entrevistado não  corresponder ao estereótipo.

 
02. O texto mostra uma situação em que a linguagem usada é inadequada ao contexto. Considerando as   diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da   linguagem usada ao contexto:
(A) “o carro bateu e capotô, mas num deu pra vê direito” - um pedestre que assistiu ao acidente comenta  com o outro que vai passando.
(B) “E aí, ô meu! Como vai essa força?” - um jovem que fala para um amigo.
(C) “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação” - alguém comenta em uma reunião   de trabalho.
(D) “Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta  conceituada empresa” - alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.
(E) “Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num   futuro próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros” - um professor universitário em um congresso  internacional.
03. A expressão “pegá eles sem calça” poderia ser substituída, sem comprometimento de sentido, em língua
culta, formal, por:
(A) pegá-los na mentira.
(B) pegá-los desprevenidos.
(C) pegá-los em flagrante.
(D) pegá-los rapidamente.
(E) pegá-los momentaneamente.
TEXTO 1
Irmã, escuta-me: não ames,
Quando a teus pés um homem terno e curvo
jurar amor, chorar pranto de sangue,
Não creias, não, mulher: ele te engana!
As lágrimas são gotas da mentira
E o juramento manto da perfídia.”
Joaquim Manoel de Macedo
TEXTO 2
“Teresa, se algum sujeito bancar o
sentimental em cima de você
E te jurar uma paixão do tamanho de um
bonde
Se ele chorar
Se ele ajoelhar
Se ele se rasgar todo
Não acredite não Teresa
É lágrima de cinema
É tapeação
Mentira
CAI FORA”
Manuel Bandeira
04 Os autores, ao fazerem alusão às imagens da lágrima sugerem que:
(A) há um tratamento idealizado da relação homem/mulher.
(B) há um tratamento realista da relação homem/mulher.
(C) a relação familiar é idealizada.
(D) a mulher é superior ao homem.
(E) a mulher é igual ao homem.

Língua viva

   Leia o texto
              O assassino era o   escriba
                                                         
                            Paulo Leminski

Meu professor de análise sintática era o tipo do
                                                [ sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

1.  Paulo Leminsky, de forma bem humorada, cria-nos o perfil do professor de análise sintática. A visão que ele nos passa desse professor é de alguém bem resolvido na vida? Justifique sua resposta com passagens do texto.

2. Segundo o texto, por que o professor foi infeliz?

3. Em ela era bitransitiva, podemos ler esse bitransitiva como o quê?

4. Por que ele não conseguiu ir aos EUA?

5. Levante hipóteses sobre o artigo indefinido encontrado na bagagem dele e o objeto direto que o matou.

6. Hora da revisão. Com o auxílio de uma gramática, procure estudar e definir todos os termos da sintaxe e da morfologia mencionados no texto.Destaquei-os para você.

7. Hora da pesquisa: escreva a biografia de Paulo Leminski.

Compreensão leitora


Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda. COLASANTI, Marina. "Para que ninguém a quisesse".
In: Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. P. 111-2.
1. Em relação às tipologias textuais, podemos classificar o texto: Para que ningém a quisesse,  como:
A. Narração          B. descrição             
C. dissertação        D. receita.
2. De acordo com o texto acima, responda:
A. O que levou o homem a tomar  algumas atitudes em relação à mulher?
B. Que atitudes ele tomou em relação à mulher?
C. Como a mulher  reagiu às atitudes do homem?
D. Por que os personagens do texto são tratados por mulher e homem?
E. Você considera as atitudes do marido “uma forma de violência”? Como agir diante de um fato dessa natureza?
3. O sentido de MIMETIZAR no texto, é:
A. adaptar-se aos móveis, objetos e coisas da casa.
B. expressar-se através de mímicas.
C. exprimir-se através de gestos.
D. empenhar-se em dissimular doenças.
4.De acordo com o texto, podemos inferir que:
A. todas as atitudes do homem em relação à mulher foram de respeito e carinho.
B. apesar de todas as investidas do homem em modificar a mulher, ele continuou a seduzir os homens.
C. a mulher reagiu às atitudes do homem e tornou-se dona de  seu próprio destino.
D. as ações do homem demonstram a insegurança dele em relação à mulher.
5. Imagine que você é a/o autora/autor desse  texto e crie outro final para ele.
6. A pontuação é importante para o que se quer afirmar em uma informação. Pontue a frase abaixo de duas formas, em uma,  torne-a feminista, em outra, machista.
·         Se os homens soubessem o valor que têm as mulheres andariam de quatro.
7. Na frase: “pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.”  a  palavra em negrito tem como referente:
A. mulher                  B. tesoura                   
C.roupas                   D.passagem.

8. Na frase:...Esquiva como um gato”, temos uma relação de:
A. causa                    B. explicação                 
C. comparação          D. conformidade

9. O título do texto “  Para que ninguém a quisesse traz uma ideia de:

A. finalidade                 B. causa                  
C. condição                 D. Adição

 10. O texto é narrado em:
A.  1ª pessoa    do singular         B. 3ª pessoa do singular     
C. 1ª pessoa do plural                 D. 3ª pessoa do plural.











Leitura, compreensão e escrita


Leia o texto

Texto 1

       O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava
 Nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Ática, 1985.
1. (SAEB) O que motivou o bicho a catar restos foi
A) a própria fome.
B) a imundice do pátio.
C) o cheiro da comida.
D) a amizade pelo cão.

2.  No poema, a palavra quando estabelece relação de:
A) tempo
B) causa
C) condição
D) finalidade

3. (FAPA) Leia o texto abaixo, de Vidas Secas, de Graciliano Ramos:

 “Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos da catinga rala.”

Considere as afirmações abaixo a respeito do romance Vidas Secas:

I - O fragmento - parágrafo inicial do romance – apresenta o cenário da seca, que obriga uma família pobre do sertão a vagar triste e resignadamente em busca de um lugar onde possa sobreviver.
II - Como um típico Romance de 30, Vidas Secas aborda a estrutura econômica, social e histórica do Brasil daquela década, fazendo com que aspectos documentais estejam presentes na tessitura narrativa.
III - O mundo injusto e opressivo retratado em Vidas Secas é decorrente do latifúndio nordestino, responsável pela desigualdade social.

Quais são corretas?

(A) Apenas I
(B) Apenas I e II
(C) Apenas I e III
(D) Apenas II e III
 (E) I, II e III

4. Podemos associar o texto 1 ao 2 por quê?

A) ambos tratam da condição de miséria a que o ser humano está submetido.
B) tanto o texto I quanto o II pertencem ao regionalismo brasileiro.
C) o texto I descreve um ambiente rural e o II um ambiente urbano.
D) ambos formam escritos em prosa.

5.  Associe os autores à temática abordada em suas obras:
(1) Raquel de Queiroz
(2) Graciliano Ramos
(3) Jorge Amado
(4) José Lins do Rego.

(     ) Abordou o ciclo do cacau na Bahia, a condição da mulher em suas crônicas de costumes.
(     ) Tratou da decadência dos engenhos e da tristeza dos senhores de engenho.
(     ) Valendo-se de uma linguagem concisa, tratou da seca, na obra Vidas secas.
(    ) tratou da seca, tomando como tema a seca de 1915. 

Texto 3

Todo ponto de vista é a vista de um ponto 

Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.
Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como as­sume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da com­preensão sempre uma interpretação.

Boff, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999.

6.( SAEB) A expressão “com os olhos que tem” (ℓ.1), no texto, tem o sentido de
(A) enfatizar a leitura.
(B) incentivar a leitura.
(C) individualizar a leitura.
(D) priorizar a leitura.
   (E) valorizar a leitura.

Texto 4
Não se perca na rede
A Internet é o maior arquivo público do mundo. De futebol a física nuclear, de cinema a biologia, de religião a sexo, sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto. Mas essa avalanche de informações pode atrapalhar. Como chegar ao que se quer sem perder tempo? É para isso que foram criados os sistemas de busca. Porta de entrada na rede para boa parte dos usuários, eles são um filão tão bom que já existem às centenas também. Qual deles escolher? Depende do seu objetivo de busca.
Há vários tipos. Alguns são genéricos, feitos para uso no mundo todo (Google, por exemplo). Use esse site para pesquisar temas universais. Outros são nacionais ou estrangeiros com versões específicas para o Brasil (Cadê, Yahoo e Altavista). São ideais para achar páginas “com.br”.
(Paulo D’Amaro)
Disponível em: <http://galileu.globo.com/edic/116/rep_internet.htm>. Acesso em Julho /2008

7. (SAEB)O artigo foi escrito por Paulo D’Amaro. Ele misturou informações e análises do fato.
O período que apresenta uma opinião do autor é
(A) “foram criados sistemas de busca.”
(B) “essa avalanche de informações pode atrapalhar.”
(C) “sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto.”
(D) “A internet é o maior arquivo público do mundo.”
(E) “Há vários tipos.”

8. A palavra eles, em negrito no texto, tem como referente:
A. futebol e cinema
B) tempo
C) sistemas de busca
D) tipos.
E) estrangeiros
Texto 5
A língua está viva
Ivana Traversim
Na gramática, como muitos sabem e outros nem tanto, existe a exceção da exceção. Isso não quer dizer que vale tudo na hora de falar ou escrever. Há normas sobre as quais não podemos passar, mas existem também as preferências de de­terminado autor – regras que não são regras, apenas opções. De vez em quando aparece alguém querendo fazer dessas escolhas uma regra. Geralmente são os que não estão bem inteirados da língua e buscam soluções rápidas nos guias práticos de redação. Nada contra. O problema é julgar inquestionáveis as informações que es­ses manuais contêm, esquecendo-se de que eles estão, na maioria dos casos, sendo práticos – deixando para as gramáticas a explicação dos fundamentos da língua portuguesa.
(...)
Com informação, vocabulário e o auxílio da gramática, você tem plenas condições de escrever um bom texto. Mas, antes de se aventurar, considere quem vai ler o que você escreveu. A galera da faculdade, o pessoal da empresa ou a turma da balada? As linguagens são diferentes.
Afinal, a língua está viva, renovando-se sem parar, circulando em todos os lu­gares, em todos os momentos do seu dia. Estar antenado, ir no embalo, baixar um arquivo, clicar no ícone – mais que expressões – são maneiras de se inserir num grupo, de socializar-se.   (Você S/A, jun. 2003.)

(A) as regras gramaticais podem transformar-se em exceção.
(B) a gramática permite que as regras se tornem opções.
(C) a língua se manifesta em variados contextos e situações.
(D) os manuais de redação são práticos para criar idéias.
   (E) é possível buscar soluções praticas na         hora de escrever

10. Desenvolva um artigo de  opinião no qual você trate do tema: “ a língua está viva”.








Texto 1 QUESTÃO 1========================= Na primeira oração, a vírgula foi utilizada, porque há A) um vocativo. B) um aposto. C) um...